E foi, com ela e eu tendo que ir.
- Fora, meu lindo!
Foi, ela foi, saia 12h seu ônibus. Expresso Luxo. Foi. Espelho azul do céu ofuscado pelo inverno chuvoso, ter em Rosário. Avião levando pra longe, ela possivelmente no sorriso lindo habitual, cabelos negros lisos, escorrendo as orelhas, lisos e a franja com os olhos puxados, a pele lisa, lisa... eu e ela... no meio da noite nos encontramos, entre os fantasmas que nos assediavam: conhecidos e conhecentes. Ar úmido, ar-águadechuva, ar-fumaça, ar-cerveja, ar-eu-e-ela... tudo desde lá do samba do ouro-verde, na rua do samba, de onde ela se ria e comentava do menino careca e de meia calças que iria querer levá-la embora no final da noite, carinhoso e bêbado. Apenas o ímpeto de perder a hegemonia do peito frente ao organismo descontrolado foi objeto de calafrios na vontade de um bom devir com mais sorrisos lindos habituais, pele lisa, boa prosa. Acordar e poder ouvir ela reclamar pra dormir mais um pouco antes do “fora, lindo!”, regado a café e ansiedade dos horários do trampo, medo de ter chateado quem tanto se amou e se ama, lavar louças. E eu leve, pronto pro domingo me encorpar a alma de frio pé na areia, eu tinha ido já no fluxo dos afazeres para me pegar por vez ou outra no pensamento daquela moça meio tailandesa, de nome exótico que aos poucos se afeiçou no meu abraço, durante a festa, uma festa de família. Escreve oras! E tudo isso na perspectiva de quem quer, sobretudo, reservar e construir a melhor entrada, em que quem ganha são todos, ele e ela os que mais. Vontade de que ela, quem sabe, vá ler suas mensagens e que, por boa vontade, procurar na memória alguma coisa que pudesse ou devesse ele ter dito, ou feito... pra melhor. Desejo de quem fica na terra firme olhando o colorido das pipas e dos pássaros de lata no céu, com brilho na ponta do sorriso... aceno de chauuuuuuuuuuu.

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