Percebe quando a natureza manda só observar firme e aguentar, porque mesmo sem eu e todos em querer, está aí, nos prédios e cús.
Meu peito explode de emoção, mas ainda estou preso e acorrentado. Anos e anos a sonhar!
Ser uma ovelha respeitada até por lobos, eis uma grande questão!
Booooommmm.... longe os primeiros torpedos gritam.
Rajadas de colocar alguma vigília. Vigília.
Psiu... aqui eu posso me colocar medo... quero me procurar cagando-me... sentir o prazer da morte na endorfina.
Olho, raciocino (automático):
escorrego para fechar a janela, constato que já está fechada, mais uma vez.
Um garoto pego a massagear o pau, culpado depois de muitos anos e já ranzinza,
Escondido no meio dos pelos brancos meio virgens. Sozinho.
Um grito interno que pode triturar meus tímpanos e jamais poderei amar de novo, porque o amor que me disseram espera alguma coisa, outra coisa, aquilo que posso estar querendo esquecer.
Alguma outra presença, misteriosa, que pode corroer meus músculos
E tudo continua pungente e doendo, entre os suspiros.
Tudo que se faz a respeito deixo pra traz e corro para me esconder. Um ato de defesa. Todos os desesperos a moverem rápidos. Só Chopin noturno está dançando tranquilo, eu estou na guerra.
Sou todo exército.
Chopin está comigo sem que eu veja nos ouvidos.
Me dou mais alguns minutos entre os tiros das metralhadoras, almejando não enlouquecer.
Adormeço, enfim, como um cadáver de guerra.

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