Uma sombra vaga nas ruas de São Paulo, Santos e Guarujá.
Desculpe, escuto essa sombra.
Anda sempre por aqui e ali,
Topando e sapateando.
Jorra, por vezes, das vestes do Universo,
O líquido escuro que a barriga oculta da luz
Oferta como um beijo.
Entre pelos desnudos e pele quase virgem, abre-se um calor profundo.
A proeza mais glorificada, o momento dentro da lótus,
O instante abençoado, coroado.
Dos lábios carnudos do cosmo
Escorrem espasmos de dor e medo
Também riqueza e beleza, tudo junto.
A vista embaralhada para achar outros,
Muitos outros olhos misturados
Na sombra.
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