quinta-feira, 3 de junho de 2010

Assusta, nega, contrai em ódio,
Lambe os beiços
No viscoso sangue da galinha do Belzebu.
Se enoja do meu jeito doce de passar
Ante suas garras e saliva mal cheirosa.

Sempre a espera na esquina
Garfo e faca na mão
Vestido melhor amigo, maior amor.

Quero consentir seu cheiro no ar.
Seus olhos semi-cerrados e brutos
Me fitam, a espreita.

É possível lamber os mamilos,
Chupar a cintura sem cinto
Cavalgar nos negros pelos
De alguém que não se ama?

Será que esconde a face e o coração
na maneira de acariciar?

Enquanto a língua percorre os dentes,
Sedentos de mim
Minha carícia enlaça o corpo da sua alma,
Eu fujo enquanto me entrego.

Minha pernas não são velozes.
Tampouco eu seja menos detestável,
Menos preso.

O que quer de mim?
O que quer em mim,
Eu? Você?
Alguém que chega em casa solitário?
Dividir ou destruir para ter?
Queres apenas ter?

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