segunda-feira, 17 de maio de 2010

Oração para minhas Vozes

A mão invisível do medo, aquele comichão sempre não passageiro, coceira que arranca a pele e arranca em cada solapada de unhas rudes, de mãos rudes, arrancando as mentiras posteriores, as desculpas esfarrapadas e absurdas que a boca solta contra o vento ao próprio rosto... esse caralho de vício que é viver e se embrenhar de gosma e dependência. E isso mesmo que o nariz encontre o céu aviltante da pompa na miséria, bárbaros do humano, bárbaros de carne osso, seres humanos de algum amor, na forma do amor chamar. Vamos assistir agora ao Grande Prêmio de Mônaco. Enquanto amenizo as narinas dilatadas, volto o rosto por um momento ao Circo, o grande sonho que me entretem, tranquilizo.

Seres de vestimentas diversas discursando sobre o pudor e sobre enriquecer, ou ter ao menos uma casa na praia. Ninguém disposto a comer merda.
Demais caridosos, demais inocentes perante a vida, chucros e mal pagos... atrozes de si mesmos atrozes, simplesmente atrozes.
Da ferida própria lavada em carvão e queimada a moeda de ouro, virando o simples, no complexo, no caótico. A Natureza é apenas a visionária parte organizada do todo. Meu caótico é apenas alguns verões até a morte! Vamos avaliar as cotações dos seres humanos??? Quanto subiu a maravilhosa taxa de mortalidade, evento frio e sombrio que não diz respeito ao meu respeito pelo mundo.
E ai daqueles dos quais me simpatizo, são vítimas fáceis como cordeiros perdidos do bando. Que te pensas fortes de ti até te soltares....
Muito fácil, muito fugaz... O cotidiano é máquina de morte e corrupção, é queixa perdida antes de soletrada. As palavras são previstas no vento pela clara submissão, cordeiros. Como uma máquina de carne a triturar hipocrisia e, sobretudo, medo.
Bando de cordeiros, idiotas infelizes.
Sois um bando de ladrões coroados por feixes de lata,
Bijuteria barata, um ganhar a mais, porcos.
Cultura de medrosos armados, massa de cocô.

Nenhum comentário:

Postar um comentário