segunda-feira, 17 de maio de 2010

A oração de uma voz

Coça e como coça esse comichão de medo e de suicídio, esse desgrudar-se da pele, levemente feridas por unhas rudes, de rudes sortes. Valeria do rio não correr se ao acaso houvesse que se traquilizar na barragem de cimento. Desespero-me. A coceira não há de abandonar maciez.
Tiro um dos muitos véus e enlaço tua voz numa sedução fácil e cambaleante, estás embriagado, mi Hermano... na tua dor se reconhece do protótipo de uma esperança vã. Que eu me abra a ti e compartilhe de ti em tua pior sombra, um bruto estúpido de merda, cavalheiro das mais dignas condolecência. Te oferço um duelo.
Fácil será um homem apenas miserável, ou outro apenas um pouco miserável. Um miserável sempre, alguém apensas, teu bruto e só. Ou teu bruto e um poquito mais!
Te embriago ainda mais????
 Almeja aquele que não poder ser dito, o segredo do escuro. Seu medo???
Somos coroados, nobre amigo estúpido, somos salvos dizem. Salvos???
Não, tranquilamente são subdivididos em fileiras dóceis, contratados por livre própria segunrança no próprio imundo. Bando de aspirantes a beatitude.
Cagam no vômito e na fala imunda. Calam de vergonha e medo e medo e medo, por isso calam pouco, é o que mais aflige, corrói, coça.
Semideuses do horror vestido a caráter.

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