Estar tão longe e tão perto
Palmos e hectares no mesmo flash
Tocando sem o tato dos dedos, sentindo teus dedos e mãos costumazes
O mar está calmo lá fora
Rugem as tormentas e o prazer do caos que é desordem, em mim
Não parece haver como sair dos flashs e dos eternos momentos.
Intenso.
Dói de intenso.
O sorriso colo com o sorriso teia nos ambos nossos olhos
O perigo eterno daqueles segundos poucos. Aqueles maravilhosos.
Estamos face a face num retrato de parentes mortos.
O tédio de estar só contigo, sorrisos pálidos no domingo a noite.
E que tudo isso, afinal, no resumo dos suspiros de amanhã
São pequenos resumos nas pilhas de jornais
Pequenos diamantes sagrados aqui dentro, guardados com chave,
Entulhados em ouro no porão, lá dentro.
Um sonho nosso, só meu e só seu
Ontem hoje estávamos juntos, imantados
Nos encontrando e nos percebendo
Nos caminhos que levam os potes e aos arco-íris
Ansiedade de quem procura
procura
procura
procura sem querer.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
A oração de uma voz
Coça e como coça esse comichão de medo e de suicídio, esse desgrudar-se da pele, levemente feridas por unhas rudes, de rudes sortes. Valeria do rio não correr se ao acaso houvesse que se traquilizar na barragem de cimento. Desespero-me. A coceira não há de abandonar maciez.
Tiro um dos muitos véus e enlaço tua voz numa sedução fácil e cambaleante, estás embriagado, mi Hermano... na tua dor se reconhece do protótipo de uma esperança vã. Que eu me abra a ti e compartilhe de ti em tua pior sombra, um bruto estúpido de merda, cavalheiro das mais dignas condolecência. Te oferço um duelo.
Fácil será um homem apenas miserável, ou outro apenas um pouco miserável. Um miserável sempre, alguém apensas, teu bruto e só. Ou teu bruto e um poquito mais!
Te embriago ainda mais????
Almeja aquele que não poder ser dito, o segredo do escuro. Seu medo???
Somos coroados, nobre amigo estúpido, somos salvos dizem. Salvos???
Não, tranquilamente são subdivididos em fileiras dóceis, contratados por livre própria segunrança no próprio imundo. Bando de aspirantes a beatitude.
Cagam no vômito e na fala imunda. Calam de vergonha e medo e medo e medo, por isso calam pouco, é o que mais aflige, corrói, coça.
Semideuses do horror vestido a caráter.
Oração para minhas Vozes
A mão invisível do medo, aquele comichão sempre não passageiro, coceira que arranca a pele e arranca em cada solapada de unhas rudes, de mãos rudes, arrancando as mentiras posteriores, as desculpas esfarrapadas e absurdas que a boca solta contra o vento ao próprio rosto... esse caralho de vício que é viver e se embrenhar de gosma e dependência. E isso mesmo que o nariz encontre o céu aviltante da pompa na miséria, bárbaros do humano, bárbaros de carne osso, seres humanos de algum amor, na forma do amor chamar. Vamos assistir agora ao Grande Prêmio de Mônaco. Enquanto amenizo as narinas dilatadas, volto o rosto por um momento ao Circo, o grande sonho que me entretem, tranquilizo.
Seres de vestimentas diversas discursando sobre o pudor e sobre enriquecer, ou ter ao menos uma casa na praia. Ninguém disposto a comer merda.
Demais caridosos, demais inocentes perante a vida, chucros e mal pagos... atrozes de si mesmos atrozes, simplesmente atrozes.
Da ferida própria lavada em carvão e queimada a moeda de ouro, virando o simples, no complexo, no caótico. A Natureza é apenas a visionária parte organizada do todo. Meu caótico é apenas alguns verões até a morte! Vamos avaliar as cotações dos seres humanos??? Quanto subiu a maravilhosa taxa de mortalidade, evento frio e sombrio que não diz respeito ao meu respeito pelo mundo.
E ai daqueles dos quais me simpatizo, são vítimas fáceis como cordeiros perdidos do bando. Que te pensas fortes de ti até te soltares....
Muito fácil, muito fugaz... O cotidiano é máquina de morte e corrupção, é queixa perdida antes de soletrada. As palavras são previstas no vento pela clara submissão, cordeiros. Como uma máquina de carne a triturar hipocrisia e, sobretudo, medo.
Bando de cordeiros, idiotas infelizes.
Sois um bando de ladrões coroados por feixes de lata,
Bijuteria barata, um ganhar a mais, porcos.
Cultura de medrosos armados, massa de cocô.
Seres de vestimentas diversas discursando sobre o pudor e sobre enriquecer, ou ter ao menos uma casa na praia. Ninguém disposto a comer merda.
Demais caridosos, demais inocentes perante a vida, chucros e mal pagos... atrozes de si mesmos atrozes, simplesmente atrozes.
Da ferida própria lavada em carvão e queimada a moeda de ouro, virando o simples, no complexo, no caótico. A Natureza é apenas a visionária parte organizada do todo. Meu caótico é apenas alguns verões até a morte! Vamos avaliar as cotações dos seres humanos??? Quanto subiu a maravilhosa taxa de mortalidade, evento frio e sombrio que não diz respeito ao meu respeito pelo mundo.
E ai daqueles dos quais me simpatizo, são vítimas fáceis como cordeiros perdidos do bando. Que te pensas fortes de ti até te soltares....
Muito fácil, muito fugaz... O cotidiano é máquina de morte e corrupção, é queixa perdida antes de soletrada. As palavras são previstas no vento pela clara submissão, cordeiros. Como uma máquina de carne a triturar hipocrisia e, sobretudo, medo.
Bando de cordeiros, idiotas infelizes.
Sois um bando de ladrões coroados por feixes de lata,
Bijuteria barata, um ganhar a mais, porcos.
Cultura de medrosos armados, massa de cocô.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Preto negrume
Peito preto de orgulho
Do preto
Don preto
Deserdado rei da selva de pés,
Dos pés rachados desse Brasil, branco.
A nave no azul úmido trópico.
Que busca aquele babando de cobiça?
Amor entre as pernas e pés rachados?
Nossos donos de poesias das mais lindas do coração e do amor
Donos deles, Fernandos e pessoas.
O orgulho daqueles pretos
Aqui amaziados, daqueles pretos dum daqui.
Preto, preto de orgulho
É orgulho de Preto, é ouro ancestral.
Viva o preto, que pode tudo
Viva meu preto. Preto eu.
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