segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sou apenas um verme

Que nasceu nos lábios finos

carnudos (e cinzentos)

De uma estátua de Antínoo.

Apenas um limbo colérico

Extirpado da carcaça de uma nave mórbida

Entorpecida nas profundezas do mar.

A lua não tem motivos pra refletir ao olhar que a sonega.

O azul da água vacila à visão noturna.

E o vento apenas estende seu manto suave sobre o vazio

De uma viagem que nunca acaba...

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