segunda-feira, 28 de setembro de 2009

E se a vida fosse

Canção sem palavras,

Palavras sem canção. Coração.

Púlpito e pulso,

Deglutir a esmo, infinitamente pequeno, uno, Universal.

Açúcar e sal. Banal.

Recordações de festas infantis,

Dedilhados na madeira incoerente da matéria,

Porque a matéria, com sua incoerência,

Jaz, tal túmulo destampado. Desapontado.

É o amor indulgência, frio...

Corado rosto sem fôlego, correndo na multidão cansada,

Correndo.

E que será correr? Para morrer.

Suportando coriza, no sutil do descampado cinza. Batom.

Para escrever nos vidros e pintar e amamentar calafrios. Rios.

Corre a flor, a descansar no leito dos girinos. Meninos.

E contos e fadas, elefantes e pegadas cravadas. Gravatas.

Do nó frouxo desenlaço a veia ardente do pulso. Pulso.

Canção sem palavras,

Palavras sem canção.

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