Os encontros são acasos.
Os reencontros, liberdade.
Escolher viver,
Escolher mostrar-se...
Ronca o vento seguindo o caminho
Que aponta do norte do peito.
Grilos com seus sonhos verdes,
Cascos que cavalgam paciência obstinada.
Subo na árvore e sinto o vento de outrora.
Tento descer e fincar minha liberdade,
que impaciente de sonhos e acasos,
sobrevive e se angustia com as dores da cavalgada.
Ao longe, de cima, a visão dos primeiros pelos dos prados (no rumo do norte do peito).
Abaixo, percevejos abraçam os restos de folhas
Que a lama remoeu entre meus calcanhares e dedos de saudade.
O caminhar começa no primeiro passo.
Também se caminha com os olhos.
Ao meu lado, o cheiro do amargo doce das folhas
Cipós prendem minhas mãos calejadas
que o trabalho forjou no dia-a-dia
Corro em busca de esperança
que foge junto ao caminhar dos meus olhos
Encontrar é apostar na vida,
é tomar um café, num bar qualquer.
Reencontrar é casar com a fuga e com o vento, por vontade.
Tudo a fim de buscar algum tipo de foz que alimente, ou mangue que sustente.
Reencontrar é, de alguma forma, saber viver em solidão.
Moacir Carranca e Cilmar B. Cura

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